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Pesquisa Quaest: brasileiros divididos sobre sanção Magnitsky a Moraes

Levantamento aponta que 49% consideram a punição “injusta”, enquanto 39% acham “justa”; outros 12% não souberam opinar.

A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, continua gerando debates acalorados no Brasil. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (25), 49% dos brasileiros consideram a sanção “injusta”, enquanto 39% a veem como “justa”. Outros 12% não souberam ou não quiseram se manifestar.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Entendendo a Lei Magnitsky

A Lei Magnitsky é um dispositivo da legislação norte-americana que permite a imposição de sanções econômicas contra indivíduos acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Criada em 2012, durante o governo de Barack Obama, a legislação prevê o bloqueio de contas bancárias, bens nos Estados Unidos e até a proibição de entrada no país.

Originalmente, a lei visava punir os responsáveis pela morte do advogado russo Sergei Magnitsky, que denunciou um esquema de corrupção em Moscou antes de morrer na prisão, em 2009. Em 2016, uma emenda ampliou seu alcance, permitindo que qualquer pessoa envolvida em corrupção ou abusos de direitos humanos pudesse ser alvo de sanções.

Reflexão

O levantamento mostra como decisões internacionais podem reverberar intensamente na percepção da população sobre figuras centrais do Judiciário. A divisão de opiniões evidencia um país atento, crítico e polarizado, em que cada medida é analisada sob o prisma de justiça, confiança institucional e impactos políticos. Mais do que números, a pesquisa reflete a complexidade do olhar da sociedade sobre instituições, autoridades e o alcance de sanções externas no cenário brasileiro.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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