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Lula admite candidatura de Tarcísio em 2026 durante reunião ministerial

Presidente demonstrou preocupação com Republicanos no governo e cobrou fidelidade dos ministros do centrão.

Numa reunião ministerial que misturou análise política e cobrança de lealdade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve ser candidato à Presidência em 2026. O comentário foi feito na terça-feira (26), em meio a conversas sobre a relação do governo com partidos do centrão.

De acordo com relatos de ministros presentes, Lula disse enxergar como provável a candidatura do aliado de Jair Bolsonaro, mas pediu calma à equipe, reforçando que “é preciso dar tempo ao tempo” até que o cenário se defina.

O Republicanos no governo

A fala do presidente trouxe à tona uma preocupação prática: como ficará a permanência do Republicanos na Esplanada caso Tarcísio entre na disputa. Hoje, a sigla comanda o Ministério de Portos e Aeroportos, sob Silvio Costa Filho.

Apesar do incômodo, Lula sinalizou que pretende manter a aliança até onde for possível, destacando que outros partidos do centrão também vivem dilemas semelhantes, já que muitos ministros devem deixar os cargos até abril de 2026 para concorrer às eleições.

Cobrança por fidelidade

O presidente também aproveitou o encontro para cobrar mais empenho político de sua equipe. Disse que não aceita ver a gestão ser “atacada” em atos públicos sem que haja defesa dos ministros presentes.

Ele lembrou ainda a recente federação entre União Brasil e Progressistas e criticou situações em que integrantes da base reproduziram discursos de oposição ou até elogiaram Jair Bolsonaro, adversário central de sua trajetória política.

O xadrez de 2026

A admissão de Lula sobre a candidatura de Tarcísio não apenas confirma o governador como peça-chave na sucessão presidencial, mas também mostra o peso do Republicanos na atual engrenagem do governo. O recado dado aos ministros; de que a fidelidade é indispensável até o último dia de gestão, revela que o petista já joga com os olhos voltados para 2026.

No fundo, a reunião deixa uma mensagem clara: em Brasília, cada movimento tem efeito imediato, mas também projeta consequências para o futuro. E, no tabuleiro eleitoral, as peças já começaram a se mover.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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