Assembleia reforça que contratações são responsabilidade do consórcio vencedor da licitação e alerta população contra golpes digitais.
A Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) precisou vir a público nesta quinta-feira (28) para desmentir mais um boato que circulava em redes sociais e grupos de mensagens. A informação falsa afirmava que o parlamento estadual estaria recebendo currículos para vagas de emprego na construção da ponte binacional que ligará Guajará-Mirim (RO) a Guayaramerín, na Bolívia.
Em nota oficial, assinada pelo superintendente de Comunicação Social, Alessandro Lubiana, a ALE-RO foi categórica: a obra é de responsabilidade exclusiva do Governo Federal, sem qualquer participação da Assembleia no processo de contratação. A orientação é para que a população desconsidere a mensagem e evite compartilhá-la, contribuindo no combate à desinformação.
A ponte binacional e sua importância
O projeto, incluído no Novo PAC, prevê investimento de R$ 421 milhões e foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2025, durante visita a Porto Velho. O Consórcio Mamoré venceu a licitação em julho, após um período de suspensão do edital por questões administrativas.
Com a nova estrutura sobre o rio Mamoré, a expectativa é de avanço significativo no comércio, no turismo e na integração econômica entre Brasil e Bolívia, beneficiando comunidades da fronteira. Segundo o DNIT, a ponte terá grande extensão e será um marco para a infraestrutura regional.
Desinformação que engana e frustra
Esse não é o primeiro boato envolvendo a obra. Mensagens anteriores já haviam propagado informações falsas sobre paralisações, prontamente desmentidas por órgãos oficiais. Agora, com a falsa promessa de vagas de emprego, a fake news toca em uma ferida sensível: a busca por oportunidades de trabalho em Rondônia.
Ao explorar a vulnerabilidade de quem procura emprego, esse tipo de boato gera frustração e descontentamento desnecessários. Mais do que um simples alerta, a resposta da ALE-RO reforça a necessidade de checar informações antes de repassar. Em tempos de fake news, responsabilidade digital também é uma forma de proteger a esperança de quem mais precisa.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Dnit RO