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Bolsonaro descarta deixar o Brasil em caso de condenação, afirmam aliados

Ex-presidente considera eventual prisão injusta, mas promete enfrentar julgamento até o fim.

Mesmo diante do avanço do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não pretende deixar o Brasil, segundo aliados próximos. A informação surge após o pedido de condenação feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que o apontou como líder de uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A possibilidade de uma eventual fuga ou pedido de asilo, inclusive em embaixadas estrangeiras como a dos Estados Unidos, é recorrentemente descartada por pessoas próximas ao ex-presidente, que afirmam que Bolsonaro fica irritado ao ser questionado sobre isso. Ele tem repetido que considera uma eventual prisão como injusta, mas que enfrentará o processo judicial até o fim, reforçando a ideia de resistência política.

A expectativa nos bastidores do STF é de que o julgamento seja iniciado em setembro, após a fase de alegações finais. Apesar disso, há ministros da Corte que avaliam o cenário com cautela, sobretudo diante do histórico de instabilidade envolvendo apoiadores mais radicais de Bolsonaro.

Nesta terça-feira (15), o senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou à CNN que o pedido de condenação já era esperado. Para ele, o processo é estritamente político e busca apenas “defenestrar” Bolsonaro da vida pública. “Sem nenhuma evidência prática, joga no pacote chefes militares, que já estavam na reserva e não tinham nenhum poder sobre os da ativa”, criticou.

A manifestação de Mourão ocorre em meio à pressão crescente sobre figuras centrais do governo anterior. Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação de outros sete réus, incluindo ex-ministros e militares, acusados de integrar o núcleo central do plano golpista. Caso condenado, o ex-presidente pode enfrentar penas superiores a 40 anos de prisão, além de inelegibilidade por tempo indeterminado.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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