Momento de susto no trânsito da capital, onde uma sequência de impactos expôs fragilidades na segurança viária.
A cena é dura e nos toca de imediato: um motociclista, talvez a caminho do trabalho, estendeu a perna para o chão e tentou respirar fundo em meio à dor. O asfalto agarrou seu corpo com força, testemunha silenciosa de um acidente que poderia ter sido evitado. Foi na manhã desta terça-feira (26), no cruzamento das avenidas 7 de Setembro com Rafael Vaz e Silva, no centro de Porto Velho, que um caminhão sem freios colidiu com uma fila de veículos parados, e deixou esse piloto à mercê da sorte.
Engavetamento assustador no cruzamento
Segundo relatos de testemunhas, o pesado caminhão perdeu os freios e atingiu, em sequência, quatro veículos que aguardavam o sinal abrir; uma típica “onda de choque” no trânsito. Por último, o impacto alcançou a moto do primeiro da fila, trazendo aquele silêncio abrupto que só o perigo sabe provocar.
Motociclista ferido e socorrido com urgência
O motociclista, ainda no chão, sofreu escoriações visíveis e esperou pelo socorro em meio à poeira e ao susto. Uma equipe do SAMU atendeu o chamado e o encaminhou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leste. A Polícia Militar também foi acionada para registrar oficialmente o acidente.
Trânsito parado, coração acelerado
A colisão não só chocou quem presenciou como paralisou o trânsito no centro da cidade. A circulação ficou mais lenta e o barulho das buzinas misturou-se ao som das sirenes. Testemunhas descrevem um momento de apreensão, repleto de olhares atentos e mãos que tremiam ao telefone, tentando avisar que “algo grave aconteceu ali na frente”.
A cidade que nos toca no peito
Quando reescrevo cenas como essa, tento pensar em você, leitor ou leitora, que pode estar nesse exato momento no trânsito, olhando o celular ou respirando fundo. Em situações como essa, entramos em compasso de espera: pela vida, pela reação do outro, pela volta ao movimento. E o que nos move depois do susto é a esperança de que os sistemas que deveriam cuidar de nós; os freios de um caminhão, a prontidão do socorro, funcionem como deveriam.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Rondoniagora