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Israel intensifica bombardeios na Cidade de Gaza

Pelo menos 16 palestinos morreram nesta quinta-feira (28) em meio à escalada militar, enquanto famílias tentam fugir do maior centro urbano do território.

O céu sobre a Cidade de Gaza se tornou mais uma vez cenário de medo e destruição. Nesta quinta-feira (28), pelo menos 16 palestinos perderam a vida em ataques israelenses, enquanto dezenas ficaram feridos nos subúrbios do enclave, segundo autoridades de saúde locais. Entre prédios danificados e ruas vazias, famílias tentam escapar, carregando o pouco que lhes resta, buscando refúgio no litoral ou em abrigos improvisados.

O aumento dos bombardeios ocorre enquanto Israel se prepara para tomar o maior centro urbano da Faixa de Gaza, mesmo diante de apelos internacionais para que a operação seja revista. O temor é de que a ofensiva resulte em um número ainda maior de vítimas e provoque deslocamento de cerca de um milhão de pessoas que vivem na região.

Nos bairros orientais de Shejaia, Zeitoun e Sabra, moradores relatam explosões constantes e ataques direcionados, enquanto o Ministério da Saúde de Gaza informa que, nas últimas 24 horas, 71 palestinos já haviam sido mortos pelo fogo israelense. Entre as vítimas, civis tentam desesperadamente acessar locais de distribuição de alimentos, alvo frequente de ataques.

Segundo militares israelenses, o foco é o que classificam como “organizações terroristas” e suas estruturas, apontando que três militantes foram mortos no último dia, embora sem detalhar o método de identificação. Enquanto isso, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha registra uma demanda crescente: desde que começaram a operar os pontos de distribuição de alimentos, em 27 de maio, mais de 5.000 feridos chegaram ao Hospital de Campo em Rafah, no sul de Gaza, muitos com ferimentos a bala, e quatro morreram na chegada.

O cenário é de urgência, mas também de silêncio pesado. Entre os escombros, ficam histórias de medo, perdas e resistência. Cada explosão não é apenas um ataque militar, mas uma lembrança da fragilidade da vida em Gaza e do preço que a guerra cobra de civis inocentes. A reflexão é inevitável: enquanto o conflito se arrasta, a humanidade é sempre a maior vítima.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Reuters

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