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Lula acusa Eduardo Bolsonaro de “traição à pátria” e pede discussão sobre cassação

Presidente defende que deputado seja expulso da Câmara por atuar contra interesses do Brasil nos Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não poupou palavras nesta terça-feira (26) ao tratar da conduta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, o petista afirmou que o parlamentar “já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados” e classificou sua atuação como “uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”.

Traição e intervenção internacional

Lula criticou duramente Eduardo Bolsonaro por supostamente atuar nos Estados Unidos para obstruir investigações sobre a tentativa de golpe de Estado, qualificando suas ações como uma forma de trair o país. O presidente ainda se dirigiu à ministra Gleisi Hoffmann, pedindo que o Congresso Nacional comece a discutir a conduta do parlamentar.

“Não existe nada mais grave do que um filho de uma pátria insuflar, com mentiras e hipocrisia, outro Estado contra o nosso Brasil. Ele está adotando os Estados Unidos como pátria, negando a sua própria pátria e tentando insuflar ódio de governantes americanos contra o povo brasileiro”, afirmou Lula.

Obstáculos à cassação do mandato

Apesar das críticas, o processo de cassação do mandato de Eduardo enfrenta barreiras. O Conselho de Ética da Câmara precisa de uma condenação formal para avançar, e ainda não há decisão definitiva. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou quatro pedidos de cassação como resposta a declarações de Eduardo sobre possíveis perdas de vistos americanos, interpretadas como pressões políticas.

O cenário político está dividido: parlamentares de direita defendem Eduardo, enquanto a esquerda apoia a cassação. O Centrão, que preside o Conselho de Ética, tende a ser a chave do equilíbrio. A escolha do relator do caso, que ocorrerá por sorteio, será determinante para os próximos passos do processo.

Defesa do parlamentar

Em sua defesa, Eduardo Bolsonaro deve alegar que suas articulações internacionais foram limitadas a questões específicas, como cancelamento de vistos e aplicação da Lei Magnitsky a determinadas autoridades, negando qualquer ação que pudesse prejudicar a economia brasileira.

Reflexão final

O embate entre Lula e Eduardo Bolsonaro simboliza mais que uma disputa política: é uma discussão sobre lealdade, ética e limites da atuação parlamentar no cenário internacional. Enquanto o país acompanha de perto, a decisão do Congresso e do Conselho de Ética pode marcar um momento histórico de responsabilização e definição de limites para mandatos públicos.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Portal 98 FM

Reportagem: CNN Brasil

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