Presidente defende igualdade nas negociações internacionais em reunião ministerial no Planalto.
A fala de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (26), durante a segunda reunião ministerial do ano, ecoou como um recado claro ao mundo: o Brasil não se curvará diante de pressões externas. Do Palácio do Planalto, o presidente elevou o tom ao afirmar que o país não está disposto a ser tratado como “subalterno” em negociações internacionais.
Recado ao mundo
O discurso de Lula se desenrolou diante de ministros e assessores, com foco nos desafios do cenário global. O presidente citou desde a guerra na Faixa de Gaza até as recentes medidas protecionistas impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Sobre esse “tarifaço”, Lula foi categórico: o Brasil tem soberania e exige ser respeitado.
Negociação em pé de igualdade
Ao citar os ministros Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio), Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), Lula destacou que sua equipe econômica e diplomática está permanentemente mobilizada para dialogar com governos estrangeiros e defender os interesses nacionais.
“Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, reforçou o presidente.
Um Brasil que quer ser ouvido
O posicionamento de Lula traduz a busca por um papel mais ativo do Brasil no tabuleiro internacional, reivindicando respeito e voz em um momento em que disputas comerciais e conflitos geopolíticos redesenham as relações entre países.
No fim, a mensagem do presidente vai além da diplomacia: ela carrega um chamado para que o Brasil, e também os brasileiros, não aceitem menos do que merecem, nem dentro de casa, nem lá fora. Afinal, a dignidade de uma nação começa na forma como ela se coloca diante do mundo.
Texto: Daniela Castelo Branco
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