Investigações revelam articulação da facção criminosa e mostram a força da resposta integrada do Estado brasileiro.
O medo e a ousadia do crime organizado deixaram o país em alerta. Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão” e apontado como líder do PCC, é o mandante de um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do GAECO, que atua na repressão ao crime organizado em São Paulo. A investigação mostra que empresários do setor de veículos e transportes financiavam a execução, comprando armamentos e contratando operadores para emboscadas que poderiam interromper as investigações da polícia e do Ministério Público.
Na manhã desta sexta-feira (29), dois empresários foram presos em Campinas, suspeitos de financiar o plano. Um terceiro homem também foi detido em flagrante após tentar se livrar de um celular no momento da ação policial. “Mijão” continua foragido há anos, possivelmente na Bolívia, e é considerado o número 1 do PCC nas ruas, comandando esquemas de tráfico e lavagem de dinheiro.
O plano não mirava apenas o promotor. Um comandante da polícia também estava na lista de alvos, revelando a ousadia do grupo em tentar paralisar investigações essenciais à segurança pública. O episódio evidencia o nível de organização e o poder de infiltração da facção, que age com ramificações no setor financeiro, incluindo fintechs e postos de combustíveis, como mostrou a operação Carbono Oculto do Ministério Público de São Paulo, simultânea às operações Quasar e Tank da Polícia Federal, coordenadas para desarticular esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes bilionárias.
Secretário reafirma segurança
O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, destacou que o Brasil não dará espaço para o crescimento do crime organizado. “O Estado brasileiro responde firme, com integração entre ministérios, polícias e órgãos de fiscalização. Não há espaço para que essas organizações prosperem”, afirmou.
Essas operações demonstram que a força do crime organizado encontra um obstáculo à altura. Mas, mais do que prender líderes ou desarticular esquemas bilionários, é uma lembrança de que a coragem de promotores, policiais e investigadores protege vidas e fortalece a sociedade. Cada ação contra o PCC é um passo na reconstrução da segurança e da esperança, lembrando que a luta contra o crime é diária, complexa, e exige união e resiliência de todos nós.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação