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Suspeito de triplo homicídio em Ilhéus confessa quarto assassinato

Além de professoras e jovem, homem admitiu ter matado companheiro; prisão preventiva foi decretada.

Um clima de dor e perplexidade tomou Ilhéus nesta segunda-feira (25), quando a Polícia Civil confirmou que o homem preso pelo triplo homicídio de Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41 anos, Mariana Bastos da Silva, de 20, e Alexsandra Oliveira Suzart, de 45, também confessou ter matado o companheiro, Lucas dos Santos Nascimento. A prisão preventiva foi decretada e as investigações seguem em andamento.

O caso do triplo homicídio

As vítimas foram vistas pela última vez no dia 15 de agosto, quando saíram para caminhar. Familiares registraram o desaparecimento na mesma noite, dando início às buscas. No sábado, 16, a Polícia Militar localizou os corpos no bairro São Francisco, acionando o Departamento de Polícia Técnica para perícia e remoção.

Maria Helena e Alexsandra eram amigas e professoras da rede municipal de ensino, enquanto Mariana era filha de Maria Helena. Segundo a polícia, os três foram mortos com ferimentos provocados por arma branca, e um inquérito especial está sendo conduzido pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus, com apoio de uma força-tarefa para esclarecer todos os detalhes.

Prisão e confissão

O suspeito, descrito pelas autoridades como andarilho, dependente químico e com histórico de roubos, furtos e envolvimento com tráfico, foi preso após ser flagrado com pedras de crack durante diligências. Em interrogatório, admitiu o triplo homicídio, alegando que o crime ocorreu durante uma tentativa de roubo, mas apresentou contradições que seguem sob análise.

A quarta vítima

Além das três mortes, o homem confessou ter matado Lucas dos Santos Nascimento, seu companheiro. Lucas havia sido internado no Hospital Costa do Cacau no dia 7 de agosto com sinais de politraumatismo após uma briga conjugal e morreu no dia 21 do mesmo mês.

Investigação em andamento

As autoridades continuam a coleta de provas, incluindo laudos periciais, exames de DNA, confronto de digitais e imagens de câmeras de segurança. Familiares e pessoas próximas das vítimas já foram ouvidos, e o trabalho da polícia busca reconstruir a sequência dos crimes e esclarecer todos os detalhes da tragédia.

Este caso deixa uma cidade inteira em choque, refletindo não apenas a violência que ceifa vidas, mas também a vulnerabilidade de famílias e comunidades diante de atos tão brutais. A prisão do suspeito e o prosseguimento das investigações são passos fundamentais para a justiça, mas as cicatrizes deixadas pelo medo e pela perda são profundas, lembrando que cada vida tirada representa uma história interrompida e um legado de afeto que jamais será esquecido.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Redes Sociais

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