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Vice da Câmara promete pautar anistia assim que Hugo Motta deixar o país

Altineu Côrtes afirma que já avisou o presidente da Casa, Hugo Motta, e espera a primeira viagem internacional dele para assumir a presidência e colocar o projeto em votação.

Num momento em que o Brasil ainda tenta cicatrizar as feridas dos ataques de 8 de janeiro, uma nova movimentação política reacende debates acalorados sobre justiça, perdão e os limites da democracia. O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), anunciou que pretende pautar o projeto de anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos assim que tiver a oportunidade de assumir o comando da Casa: algo que pode acontecer durante uma eventual viagem internacional do atual presidente, Hugo Motta.

“Já comuniquei ao presidente Motta que, no primeiro momento em que eu exercer a presidência plena da Câmara, irei pautar a anistia”, declarou Altineu a jornalistas nesta terça-feira (5). Segundo ele, o aviso foi dado de forma direta e respeitosa, mantendo o tom de diálogo que diz prezar em sua atuação.

O projeto de lei, travado na Câmara desde o ano passado, busca conceder perdão aos envolvidos nos atos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. A proposta, no papel, não inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030, mas aliados apostam que, se aprovada, ela possa abrir caminho para que ele volte a disputar as eleições.

Mesmo com a pressão de parlamentares da direita, manifestações nas ruas e ameaças de obstrução, o presidente da Câmara decidiu até agora não pautar o requerimento de urgência da proposta. Hugo Motta chegou a tentar uma articulação com os Três Poderes para viabilizar uma saída de consenso, mas a negociação travou diante da resistência do governo.

O anúncio de Altineu reacende uma pauta que divide o Congresso, o Planalto e a opinião pública. E promete colocar ainda mais lenha na fogueira política de um país que vive entre o desejo de virar a página e o receio de esquecer os alertas que a história deixou.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

Reportagem: CNN Brasil

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