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Vice de SP diz que Tarcísio só disputará Presidência se Bolsonaro “convocar”

Felício Ramuth aponta que governador mantém foco em São Paulo, mas admite movimento para 2026.

O futuro político do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pode estar mais ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do que às próprias ambições pessoais. Quem afirma é o vice-governador Felício Ramuth (PSD), que nesta terça-feira (26) sugeriu que uma candidatura presidencial em 2026 dependerá diretamente de um “chamado” de Bolsonaro.

Durante participação no Congresso Estadual de Municípios, Ramuth disse que cresce dentro da sociedade civil uma articulação para que Tarcísio seja o nome da direita no próximo pleito, mas fez questão de frisar: sem a benção do ex-presidente, nada avançará.

“Nada fará sem Bolsonaro”

“Seria impossível se eu dissesse que não estou acompanhando um movimento da sociedade civil, de setores da sociedade civil, que cada vez mais entendem que o nosso governador pode ser uma opção da direita para o futuro”, declarou Ramuth em entrevista à CNN.

“Mas, tenho convicção e certeza também de que ele nada fará se não for convocado pelo nosso ex-presidente Bolsonaro. A partir daí, quando ele for convocado para esta missão, aí, sim, eu acredito que ele vai poder tomar sua decisão. Antes disso, o foco é totalmente São Paulo”, acrescentou.

Bolsonaro inelegível e julgamento no STF

Atualmente, Jair Bolsonaro está inelegível após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, em setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve iniciar o julgamento que vai analisar sua suposta participação em um plano de golpe contra o resultado das eleições de 2022.

Sucessão em São Paulo

O cenário abre espaço também para especulações sobre a própria sucessão no governo paulista. Caso Tarcísio decida disputar a Presidência, Felício Ramuth desponta como alternativa natural para assumir a chefia do Executivo estadual.

Em meio a tantas incertezas, uma coisa parece clara: o destino político de Tarcísio de Freitas não depende apenas dele. Entre as pressões da direita, as articulações em Brasília e a sombra de Bolsonaro, o governador de São Paulo segue tentando equilibrar o discurso; com os olhos voltados para 2026, mas com os pés ainda fincados no Palácio dos Bandeirantes.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN

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